{"id":52376,"date":"2025-06-08T13:28:46","date_gmt":"2025-06-08T16:28:46","guid":{"rendered":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/2025\/06\/08\/cantiga-infantil-e-destaque-em-mostra-sobre-influencia-bantu-no-brasil\/"},"modified":"2025-06-08T13:28:46","modified_gmt":"2025-06-08T16:28:46","slug":"cantiga-infantil-e-destaque-em-mostra-sobre-influencia-bantu-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/2025\/06\/08\/cantiga-infantil-e-destaque-em-mostra-sobre-influencia-bantu-no-brasil\/","title":{"rendered":"Cantiga infantil \u00e9 destaque em mostra sobre influ\u00eancia bantu no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div wp_automatic_readability=\"122.63262656859\">\n<p><strong>A busca pelo significado de um\u00a0das mais tradicionais brincadeiras infantis brasileiras, a cl\u00e1ssica Escravos de J\u00f3, \u00e9 um dos focos da <\/strong><strong>exposi\u00e7\u00e3o <em>Nossa Vida Bantu<\/em>, em cartaz no Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR), no centro da capital fluminense.<\/strong><\/p>\n<p>Na instala\u00e7\u00e3o, a artista Aline Motta sugere que J\u00f3\u00a0n\u00e3o foi\u00a0um traficante de pessoas ou religioso, como o senso comum chegou a afirmar.\u00a0 <strong>J\u00f3, segundo Aline, possivelmente\u00a0deriva de \u201cnzo\u201d, que significa casa, em quicongo, e faz alus\u00e3o \u00e0s mulheres escravizadas \u201cdom\u00e9sticas\u201d, jogando \u201ccaxang\u00e1\u201d, talvez, um jogo de b\u00fazios, na \u00e9poca da escravid\u00e3o, no Brasil. J\u00e1 o caxang\u00e1 e o ziguezague da cantiga seriam refer\u00eancias \u00e0s tentativas de fuga, expressas de forma cifrada.<\/strong><\/p>\n<p>Na primeira sala da exposi\u00e7\u00e3o, a artista\u00a0projeta representa\u00e7\u00f5es de pessoas escravizadas, jornais da \u00e9poca e palavras bantu, em c\u00edrculos, uma vez que elementos r\u00edtmicos circulares s\u00e3o t\u00edpicos da cultura afro-brasileira.<\/p>\n<p><strong>Lula critica redu\u00e7\u00e3o de apoio ao desenvolvimento de pa\u00edses mais pobres<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conhe\u00e7a as rela\u00e7\u00f5es Brasil-Angola: da escravid\u00e3o ao petr\u00f3leo e ao agro<\/strong><\/p>\n<p><strong>A obra \u00e9 um dos destaques da mostra que ficar\u00e1 em cartaz ao longo do ano e tem o objetivo de recuperar o papel significativo que os povos de diversos pa\u00edses africanos, denominados sob o termo lingu\u00edstico bantu, tiveram na forma\u00e7\u00e3o cultural brasileira e na identidade nacional. <\/strong><\/p>\n<p>\u201cA inten\u00e7\u00e3o foi resgatar uma cultura que est\u00e1 entre n\u00f3s, que permanece, mas que, de certa maneira, houve sobre ela\u00a0poucos estudos e inflex\u00f5es intelectuais, entendendo que a cultura nag\u00f4 e iorub\u00e1 foi muito mais estudada, representada na literatura e no teatro\u201d, explicou Marcelo Campos, curador-chefe do MAR. \u201cVamos resgatar, trazer para o centro a cultura bantu que \u00e9 africana, sobretudo da \u00c1frica central, mas sobre a qual falamos pouco\u201d, completou. A cultura bantu mencionada por ele se refere a Angola e Mo\u00e7ambique, por exemplo.<br \/>\u00a0<\/p>\n<p><strong>Tecnologias da metalurgia, manipula\u00e7\u00e3o do couro, repert\u00f3rio gestual, religioso, al\u00e9m de express\u00f5es como \u201cdengo\u201d, \u201cmoleque\u201d, \u201cmafu\u00e1\u201d e \u201cfarofa\u201d, assim como congadas e folias s\u00e3o herdadas dessa matriz. <\/strong><\/p>\n<blockquote wp_automatic_readability=\"11\">\n<p>\u201cA presen\u00e7a das culturas bantu no Brasil e em diversos territ\u00f3rios das Am\u00e9ricas n\u00e3o se limita a uma heran\u00e7a remota, mas se expressa em pr\u00e1ticas que organizam o tempo, o espa\u00e7o a linguagem e a vida em comunidade\u201d, diz o texto que apresenta a exposi\u00e7\u00e3o ao p\u00fablico, logo na entrada.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p><strong>Por meio de v\u00e1rias linguagens art\u00edsticas, mais de 50 obras, \u00a0entre filmes, pinturas, fotografias e m\u00fasica, a <em>Nossa Vida Bantu<\/em>\u00a0re\u00fane mais de 20 artistas nacionais e estrangeiros.<\/strong> Al\u00e9m de Aline Motta, est\u00e3o o coletivo de artistas africanos Verkron, o coletivo ind\u00edgena Mahku, e Andr\u00e9 Vargas, outro destaque da mostra.<\/p>\n<p>\u201cVargas \u00e9 um artista carioca que trabalha duas poesias. Em uma delas, ele vai criando frases\u00a0relativas \u00e0s nossas manifesta\u00e7\u00f5es da umbanda, junto aos pretos velhos. Ele cita nomes pelos quais a gente denomina muitas dessas entidades. Por exemplo, Joaquim de Angola. Ele declama para poder fazer com que a gente entenda que eram os pa\u00edses africanos que n\u00f3s cultu\u00e1vamos nos ritos afro-diasp\u00f3ricos\u201d, explicou Campos.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\">\n<h6 class=\"meta\">Cena on\u00edrica produzida pelo Coletivo Ind\u00edgena Mahku, de ind\u00edgenas Huni Kuin, do Acre. Nela, um imenso jacar\u00e9 serve como ponte para os ind\u00edgenas atravessarem \u2013 <strong>Bruno Itan\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/strong><!--END copyright=426726--><\/h6>\n<\/div>\n<p>H\u00e1 ainda um peda\u00e7o da mostra que reflete sobre como a cultura bantu foi incorporada pelos povos ind\u00edgenas, origin\u00e1rios, e ressignificada ap\u00f3s a dispers\u00e3o de pessoas escravizadas e seus descendentes pelo pa\u00eds, e que poderia ser chamada afro-ind\u00edgena.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo, pesquisador e artista Tigan\u00e1 Santana atuou como curador convidado da mostra no MAR. Ele diz que a exposi\u00e7\u00e3o buscou evidenciar \u201csubjetividades e a\u00e7\u00f5es art\u00edsticas entre Brasil, Angola, Cuba e Uruguai, a versar sobre presen\u00e7as bantu a partir de agora, acontecendo nesta mol\u00e9cula de instante\u201d, ressaltou, em nota.<\/p>\n<p>O MAR \u00e9 um museu da prefeitura do Rio de Janeiro e abre todos os dias, das 11h \u00e0s 18h, com exce\u00e7\u00e3o das quartas-feiras. Na ter\u00e7a, a entrada \u00e9 gratuita.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A busca pelo significado de um\u00a0das mais tradicionais brincadeiras infantis brasileiras, a cl\u00e1ssica Escravos de J\u00f3, \u00e9 um dos focos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-52376","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52376","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=52376"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/52376\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=52376"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=52376"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=52376"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}