{"id":84187,"date":"2026-06-06T05:19:04","date_gmt":"2026-06-06T08:19:04","guid":{"rendered":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/2026\/06\/06\/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo\/"},"modified":"2026-06-06T05:19:04","modified_gmt":"2026-06-06T08:19:04","slug":"desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/2026\/06\/06\/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo\/","title":{"rendered":"Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p><\/p>\n<div>\n<p><strong>Apesar de avan\u00e7os recentes no mercado de trabalho, com queda nos \u00edndices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupa\u00e7\u00e3o, informalidade, desalento e rendimento.<\/strong><\/p>\n<p>O resultado faz parte de um relat\u00f3rio da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Rela\u00e7\u00f5es de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Cont\u00ednua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em \u00edndices de educa\u00e7\u00e3o formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Crian\u00e7a de 4 anos morre ap\u00f3s cair de janela de hotel e caso gera como\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><strong>Inmet mant\u00e9m alerta para o frio; Sul e Sudeste podem ter geada<\/strong><\/p>\n<p><strong>Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de mulheres negras chega a 24,7%, \u00edndice 1,4 vez superior \u00e0 dos homens brancos da mesma faixa et\u00e1ria<\/strong>. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transi\u00e7\u00e3o entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupa\u00e7\u00e3o de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos.<\/p>\n<p>O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupa\u00e7\u00e3o de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO mercado de trabalho melhorou, mas n\u00e3o melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m nos mecanismos estruturais de exclus\u00e3o que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segrega\u00e7\u00e3o territorial, desigualdade no acesso \u00e0s redes de oportunidade, discrimina\u00e7\u00e3o nos processos de contrata\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da sobrecarga hist\u00f3rica do trabalho de cuidado\u201d, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A pesquisadora destaca que o territ\u00f3rio tamb\u00e9m influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regi\u00f5es perif\u00e9ricas enfrentam maiores obst\u00e1culos relacionados \u00e0 mobilidade urbana, acesso \u00e0 infraestrutura, qualidade dos servi\u00e7os p\u00fablicos e redes profissionais.<\/p>\n<p><strong>Mauro Vieira debate Fundo de Florestas Tropicais em Luxemburgo<\/strong><\/p>\n<p><strong>Santander Endurece Regras do Unique e Exige R$ 5 Mil em Gastos para Garantir Acessos \u00e0s Salas VIP<\/strong><\/p>\n<h2>Renda e trabalho formal<\/h2>\n<p>A diferen\u00e7a tamb\u00e9m se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. <strong>Em 2025, o rendimento m\u00e9dio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferen\u00e7a de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos \u00faltimos anos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A informalidade entre jovens negras \u00e9 de 39,1%, cerca de 10% acima da\u00a0registrada entre jovens brancas. <\/strong>O \u00fanico segmento mais fragilizado nesse indicador \u00e9 o dos jovens homens negros, para os quais esse \u00edndice chega a 44,2%.<\/p>\n<p>As dificuldades se refletem no desalento, que \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras s\u00e3o 38,7% dos jovens desalentados do pa\u00eds, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participa\u00e7\u00e3o das mulheres negras atinge 44,2%.<\/p>\n<p>Quando a an\u00e1lise recai somente sobre a Regi\u00e3o Metropolitana de S\u00e3o Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em m\u00e9dia, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.<\/p>\n<p>\u201cOs microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos ra\u00e7a, g\u00eanero, renda, escolaridade e territ\u00f3rio. Mas a experi\u00eancia acumulada pelas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para compreender dimens\u00f5es que muitas vezes os dados quantitativos n\u00e3o conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclus\u00e3o e os impactos cotidianos do racismo institucional\u201d, complementa Shirley.<\/p>\n<h2>Pol\u00edticas p\u00fablicas al\u00e9m das cotas<\/h2>\n<p>Segundo o estudo, embora sejam importantes para a redu\u00e7\u00e3o das desigualdades, as cotas raciais n\u00e3o s\u00e3o suficientes para resolver os problemas no ritmo que essas popula\u00e7\u00f5es precisam.\u00a0<\/p>\n<p><strong>Para Shirley, o estudo evidencia que pol\u00edticas estruturantes s\u00e3o fundamentais, focadas em garantir perman\u00eancia, mobilidade social, prote\u00e7\u00e3o social e acesso a posi\u00e7\u00f5es de decis\u00e3o e lideran\u00e7a.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, entre as experi\u00eancias que apresentam resultados positivos est\u00e3o:\u00a0<\/p>\n<ul>\n<li>Pol\u00edticas de cotas raciais e sociais no ensino superior e concursos p\u00fablicos;<\/li>\n<li>Programas de perman\u00eancia estudantil;\u00a0<\/li>\n<li>Amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 creche e pol\u00edticas de cuidado;\u00a0<\/li>\n<li>Programas de qualifica\u00e7\u00e3o profissional voltados \u00e0 juventude negra;<\/li>\n<li>Metas de diversidade e inclus\u00e3o no setor privado;\u00a0<\/li>\n<li>Fortalecimento da educa\u00e7\u00e3o para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais;\u00a0<\/li>\n<li>Pol\u00edticas territoriais para periferias urbanas;\u00a0<\/li>\n<li>Incentivos \u00e0 formaliza\u00e7\u00e3o do trabalho e\u00a0<\/li>\n<li>Programas de transfer\u00eancia de renda articulados \u00e0 inclus\u00e3o produtiva<\/li>\n<\/ul>\n<p>Pol\u00edticas p\u00fablicas de repara\u00e7\u00e3o e mecanismos de financiamento voltados para melhoria desse tipo de a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o caminhos importantes, segundo a coordenadora.\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p>\u201cO enfrentamento das desigualdades raciais exige investimento p\u00fablico, compromisso institucional e participa\u00e7\u00e3o social. Uma transi\u00e7\u00e3o justa \u2014 seja no mercado de trabalho, na educa\u00e7\u00e3o ou na agenda clim\u00e1tica \u2014 s\u00f3 ser\u00e1 efetiva se enfrentar as desigualdades estruturais que organizam a sociedade brasileira\u201d, reflete Shirley Santos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apesar de avan\u00e7os recentes no mercado de trabalho, com queda nos \u00edndices de desemprego e resultados positivos no aumento da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-84187","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84187","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84187"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84187\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84187"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84187"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/euvivoaselecao.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84187"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}