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Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Pedro Emanuel após Fluminense 1 x 0 Vasco

Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Pedro Emanuel após Fluminense 1 x 0 Vasco

O Vasco foi derrotado pelo Fluminense por 1 a 0, na noite deste sábado, no Maracanã, e permanece em uma situação delicada no Campeonato Brasileiro, por mais uma rodada na zona de rebaixamento. A derrota pesa em um momento em que a equipe vascaína também disputa a Sul-Americana e a Copa do Brasil.

Após o jogo, o técnico Pedro Emanuel afirmou que vai dar prioridade ao Brasileirão, e vai avaliar a melhor estratégia para a próxima terça-feira, quando o seu time enfrenta o Santa Fé, na altitude de Bogotá, em jogo de ida pelas quartas de final da Sul-Americana.

— Naturalmente, o nosso foco neste momento é o Brasileirão, é o campeonato. Amanhã vamos sentar com a equipe técnica. Hoje já estou a ter algumas ideias em relação aquilo que eu pretendo, mas não vou fugir a essa questão, porque o próximo jogo com o Grêmio é extremamente importante para nós — considerou o técnico.

— Vamos avaliar bem para apresentar primeiro uma equipe competitiva e fresca para poder fazer seis horas e meia para lá, seis horas e meia para cá de voos, jogar em altitude e ter capacidade de disputar a eliminatória. É isso que nós vamos nos preocupar amanhã — acrescentou.

Embora tenha saído derrotado, o Vasco fez uma partida equilibrada, e foi chegou a ser melhor no primeiro tempo, com mais presença ofensiva. Faltou, porém, concluir melhor as jogadas para conseguir marcar. Na segunda etapa, o time perdeu bastante intensidade e viu o Fluminense crescer no duelo.

— Faltou, de fato, a efetividade. E eu também compreendo, porque foi a primeira vez que essa frente de ataque também jogou junta. Precisa se conhecer. Não temos tempo para treinar, temos tempo para jogar e tem que ser através do jogo. As imagens só não chegam. Por isso, nós trabalhamos nesse sentido e os jogadores têm sido abnegados — disse o técnico em entrevista coletiva.

— Isso, sim, é o alento que nós temos que levar deste jogo. Custa perder um clássico, um dérbi na casa do adversário, mas acho que hoje o futebol foi um bocadinho cruel conosco e custa-me lidar com isto. Mas vai ser uma noite mal dormida. Amanhã é outro dia. Já temos que preparar, que já vamos viajar para a Colômbia.

Emanuel revela estratégia do Vasco na altitude de Bogotá: “”Equipe competitiva e fresca”

Veja outras respostas do treinador:

Excesso de cruzamentos na área

— Quando há menos entrosamento entre quem entra na área, o Bruno Duarte, na forma que nós ocupamos a área não nos permitiu tocar mais vezes na bola primeiro que o adversário como pretendíamos. Ou em antecipação, ou nas costas, ou tabela. Tudo isso influenciou a baixa eficácia no cruzamento. Temos alternado um pouco, já não dependemos tanto do cruzamento porque temos jogadores lá atrás ofensivos. Mas temos buscado mais jogo interior, com Adson, Colídio e o jogador que vocês foram buscar no aeroporto, mas não é oficial (Lescano) pode nos dar outro tipo de alternativo. É o que faz as equipes completas, noção de jogar por fora, por dentro e ter finalização diversificada. Faltou eficácia na não combinação na chegada na área. Temos que começar a trabalhar nesse sentido.

Evolução do trabalho

— Já tem muito daquilo que é a minha identidade, porque eu venho encontrar aqui exatamente profissionais e jogadores com uma capacidade de trabalho enorme e, acima de tudo, uma capacidade de aprendizagem grande, e estão a trabalhar em prol da equipe. Sabemos que nós, principalmente para o Brasileirão, só dessa forma podemos subir posições, que é isso que nós queremos fazer, e só dessa forma é que nós somos competitivos nas Copas onde estamos envolvidos.

— E tem muito, tem muito daquilo que já… das minhas ideias de jogo. Já tem muito daquilo que, principalmente, é o meu comportamento em campo. É o não desistir, é sermos intensos, sermos agressivos, sermos agressivos no bom sentido, com e sem bola, estarmos sempre ligados à corrente.

Vasco surpreendido

— Nós esperávamos essa reação que poderia existir por parte do Fluminense. O que nós não conseguimos foi sair com tanta facilidade como aconteceu na primeira parte, na parte defensiva, porque conseguimos recuperar a bola muitas vezes mais à frente.

— Nós tivemos grande parte das recuperações feitas no meio-campo ofensivo, muito em prol da reação que nós tivemos à perda, da forma intensa como pressionamos. Como o Fluminense apareceu mais adiantado, empurrou-nos um bocadinho para trás, mas isso também é a qualidade do adversário. Temos que saber lidar com isso.

— Tentamos nos reajustar, mas, quando estávamos a reequilibrar, acabamos por sofrer o gol, e isso naturalmente mexe emocionalmente com a gente. Mas acho que continuamos a ter critério, tentamos não nos expor demasiado, porque, de fato, aí sim íamos expor aquilo que é a qualidade do Fluminense no contra-ataque, com jogadores de muita qualidade e muito velozes.

Dificuldades do Vasco no Brasileiro

— Não estamos tendo os pontos condizentes com aquilo que achamos que deveríamos ter. Mas isso faz parte. A competição é longa, a torcida está preocupada, estão todos preocupados, como nós estamos preocupados em sair desta zona. Nós e todas as equipes que estão aqui à volta, somos umas seis ou sete ou oito que estão abrangidas nesta luta, e sabemos que esta é a qualidade do Brasileirão.

— Agora também sabemos que uma vitória nos tira desta posição e isso é o que nos alimenta. Como eu disse, próximo jogo, Grêmio, para esta competição, é o que nós vamos preparar como se fosse uma final, porque nós sabemos que esse jogo nos pode tirar desta posição.

— E hoje fico única e simplesmente triste porque o trabalho e o esforço deles deveriam ser recompensados com pontos. Não foi, mas amanhã é outro dia e temos que continuar a trabalhar e a acreditar que, de fato, no próximo sábado, vai ser esse o dia que nos vai tirar desta posição, que é incômoda, mas não é definitiva.

Atuação da arbitragem

— O critério mais largo do árbitro nós não estamos tão habituados, e isso acho que, principalmente aqui, temos que nos habituar mais a isso, que o árbitro deixe jogar mais e mais vezes. Agora, estamos tão habituados a que o jogo também pare tantas vezes que, depois, quando acontece uma situação dessas, sentimos que somos surpreendidos.

— Mas não acredito que tenha sido pelo árbitro. Ele tem um critério mais largo. Não posso me queixar das faltas que têm sido para nós, por não terem sido marcadas.

— A única questão que eu acho que vale a pena realçar aqui é que, por vezes, faltas num dérbi mais duras e que, às vezes, o árbitro dá essa lei da vantagem para a bola poder seguir, essas faltas que são duras e que põem em risco a integridade do jogador adversário devem ser advertidas com cartões.

Condição física do Adson

— O Adson, tal como muitos outros, com dois dias entre jogos, viagens e tudo, não estava a 100%, mas nós não temos ninguém a 100% neste momento. Nem eu estou a 100%, por isso os jogadores não estão a 100%. Nós sabemos disso, tentamos geri-los, tentamos. A ideia não era sequer o Adson hoje ir a jogo. A ideia, de fato, era, posso dizer, a prioridade era até o Marino entrar no jogo, mas, naquele momento, senti que nós precisávamos mais de jogo interior.

— Mas, quando ele entra, nós sofremos o gol e é aí que as coisas se invertem. Infelizmente, depois também sentiu a lesão. Não sei ainda o que é que poderá ser, se terá sido alguma coisa mais grave ou não, mas, pelo sim, pelo não, achei melhor nós tirarmos para não complicar mais as coisas. Mas condiciona, porque, nesta altura, nós precisamos de todos os que estão disponíveis e, ficando com menos um, tornam-se as coisas também mais difíceis.

Fonte: ge